“Gostaria de saber como surgem aquelas larvinhas brancas, fui retirar o lixo, e estava cheio delas, minha vizinha falou que elas “nascem” do arroz estragado, pode ser verdade? Já que eu tinha jogado fora um pouco de arroz estragado mesmo. Como fazer para acabar com elas, já que coloquei de tudo em cima, álcool, desinfetante e nada adiantou.”
Carla da Silva
Essas larvinhas são mesmo nojentas, né Carla? Estas larvas são também chamadas de “bicho do lixo” e esteja certa de uma coisa: elas nunca vão surgir do arroz estragado (ou não) e muito menos de qualquer outra coisa que você jogue no lixo. Aqueles “vermes” brancos são, na maioria das vezes, larvas de moscas.
As moscas domésticas (muscidae), moscas varejeiras (calliphoridae), moscas da carne (Sarcophagidae), mosca da fruta (Tephritidae) e muitas outras, possuem este hábito nojento: elas, geralmente, colocam seus ovos no lixo. Isso porque suas larvas tem o hábito saprófago, elas se alimentam de matéria orgânica em decomposição – comida estragada, restos de carnes, frutas e legumes podres. Eu sei, é nojento, mas é assim que estes bichos desenvolvem e se tornam adultos.
As larvas assim que eclodem precisam estar em um local com temperatura ideal e comida a vontade. Assim, o nosso lixo doméstico é o melhor lugar para elas ficarem comerem muito e armazenarem muita energia para a metamorfose. Elas “nascem” muito pequenas, mas logo, logo se tornam gordinhas.
A melhor sugestão nestes casos é nunca deixar o lixo aberto. Às vezes não percebemos, mas uma pequena abertura já atrai um mosca fêmea louca pela oportunidade de colocar os ovos no lixo. Ela entra coloca seus ovos e se não conseguir sair, morre ali mesmo. Neste caso, lixo tampado é o único remédio. As moscas tem uma capacidade incrível de serem atraídas pelo cheiro, elas sentem de longe quando colocamos comida estragada no lixo.
Créditos: Diário de Biologia (www.diariodebiologia.com)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
O que causa vermes (larvas) no lixo doméstico?
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Ordem ephemeroptera
Os efemerópteros são também poucos conhecidos e não é pra menos, os adultos vivem apenas poucas horas, o bastante para se reproduzirem cumprindo assim seu ciclo de vida. Por causa disso, mesmo os adultos possuem um aparelho bucal e trato intestinal totalmente atrofiado.
São conhecidas com o nome de “efémera”. Claro, este nome está relacionado com o fato do adulto viver apenas poucas horas, sem se alimentar, dedicadas apenas à reprodução e à postura dos ovos da geração seguinte. As formas imaturas, são chamadas de ninfas e vivem na água, em geral escondidas sob rochas. A maioria das espécies os imaturos alimentam-se de detritos ou matéria vegetal, mas algumas são predadoras e bastante comilonas, pois são nesta fase que reservam toda energia para a vida adulta. Ao contrário do adulto, que vive pouco tempo (de algumas horas até 2 dias), as ninfas podem viver de várias semanas até três anos.
Para identificar um efemeroptera não é muito difícil, mas é preciso ter sorte, uma vez que vivem apenas poucas horas. Na fase adulta, são insetos com asas membranosas com numerosas veias, sendo as asas posteriores menores que as anteriores. Apresentam antenas pequenas, olhos compostos bem desenvolvidos e três longos filamentos no abdome. São encontradas em locais perto de corpos de água doce parada ou de curso lento, por causa da sua sensibilidade a água poluída são muito utilizados em programas de biomonitoramento de qualidade da água.
Como a vida é muito curta, os indivíduos são sempre vistos formando densas revoadas de machos e fêmeas perto locais com água.
Apesar dos adultos serem encantadores, as formas imaturas não são nada bonitas!
Postado por Matheus às 11:21 0 comentários
Marcadores: insetos, metamorfóse, voadores