“Estou adorando o Diário de Biologia. Como bióloga em formação aqui do Amazonas acho muito interessante os assuntos. Tenho uma curiosidade sobre uns bichinhos fofos: os Gatos!! Por que eles não gostam de água?” Charlene Gemaque - Amazonas
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Olá Charlene. Bem, esta aversão a água pode ser culpa da evolução dos felinos. Por muitas vezes vemos vídeos e fotos na internet de gatinhos passando por situações de horror numa tentativa do dono molha-lo. Mas, é preciso saber que este medo é uma herança milenar da linhagem genética dos gatos domésticos na qual foi certamente herdada dos seus antepassados.
Os gatos domésticos fofinhos que conhecemos hoje provavelmente são descendentes de uma espécie de gatos selvagens que vivem numa região desértica ao leste do Mediterrâneo. É uma região seca, com pouca água disponível e por isso não só os gatos, mas os animais e plantas da região são adaptados para viverem com muito pouco deste recurso.
Há muito tempo (cerca de 10 mil anos), quando a agricultura e estoque de grãos iniciaram-se, os ratos começaram a frequentar os armazéns atraindo aqueles gatos selvagens de clima seco da região. A presença dos gatos acabou agradando as pessoas e então veio sua domesticação. Neste processo, a facilidade de conseguir alimento, o cuidado humano entre outras coisas, fizeram com que os gatos selvagens perdessem algumas características e mantivessem outras, o que deu origem ao gato doméstico que conhecemos. Eles deixaram de ser ariscos e violentos, no entanto mantiveram outros traços como a adaptação para caçar presas em terra e nas árvores, mas não na água. Essa característica foi herdada pelo gato doméstico, pois ele já nasce com pouca afinidade a água.
Mesmo conhecendo a origem desse hábito dos gatos, os especialistas não sabem ao certo o que está por trás dele. Por isso, não se tem certeza de que essa aversão é, por exemplo, por medo de se afogar, sentir frio ou simplesmente exalar mau cheiro o que facilita a localização de um possível predador. Na verdade, se um gatinho desde pequeno for acostumado ao banho, é possível que o ato seja apreciado e pode até mesmo causar prazer ao bichano. A evolução nunca pára e é bem possível que depois de alguns milhares de anos, os gatos domésticos percam de vez a aversão pela água. Enquanto isso, eles podem se limpar muito bem com os caprichosos banhos de língua.
Os gatos domésticos herdaram dos seus antepassados a pouca afinidade com a água!
:o De tanto “medo”, os gatos criam asas!
A “fuga do banho” não é uma regra entre os felinos. Há casos como o da onça pintada, que nada muito bem e faz isso frequentemente para caçar animais aquáticos!
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Encontrei aqui: http://diariodebiologia.com/#ixzz0noUG2v2V
Créditos ao Diario de biologia
www.diariodebiologia.com
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Por que maioria dos gatos odeia água?
Postado por Matheus às 05:46 0 comentários
domingo, 5 de julho de 2009
Como dar um comprimido á um gato
Humor. Para ver um post sério sobre como dar comprimido ao seu animal de estimação clique aqui!
1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebê, tendo o comprimido na palma da mão esquerda. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas. Quando o felino abrir a boca, pegue rápido o comprimido da palma da mão esquerda e atire-o lá para dentro. Deixe o gato fechar a boquinha e engolir.
2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato novamente no braço esquerdo e repita o processo.
3. Vá ao quarto buscar o gato e jogue fora o comprimido meio desfeito.
4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço, segurando firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir a mandíbula e empurre o comprimido com o indicador direito até o fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada e conte até 10.
5. Recolha o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Chame a sua esposa para ajudar.
6. Ajoelhe-se no chão, tendo o gato firmemente preso entre os joelhos. Segure as quatro patas. Ignore os rosnados ameaçadores do gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do bichinho com uma mão e force a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Ela deve deixar rolar o comprimindo pela régua e esfregar vigorosamente o pescoço do gato.
7. Desça o gato de cima da cortina e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota mental de que precisará adquirir outra régua e mandar consertar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da sala e guarde-os para colar mais tarde.
8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa que se deite por cima de forma a que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco dela. Instale o comprimido na ponta de um canudinho, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis atravessado. Assopre o comprimido do canudinho para dentro da boca do gato.
9. Consulte a bula para verificar se comprimido de gato faz mal a ser humano. Tome uma cerveja para lavar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue do carpete com água fria e sabão.
10. Retire o gato do galpão do vizinho. Pegue outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Jeitosamente, utilize um elástico como atiradeira para lançar o comprimido pela garganta do gato.
11. Procure uma chave de fenda e ponha a porta do armário novamente no lugar. Tome a cerveja. Procure uma garrafa de cachaça. Tome um traguinho. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data da sua mais recente vacina contra tétano. Aplique uma compressa de cachaça na bochecha para desinfetar. Tome mais um traguinho. Jogue a camiseta no lixo e procure outra no quarto.
12. Ligue para os bombeiros, pedindo que venham retirar o desgraçado do gato lá de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpas ao vizinho que se machucou ao tentar desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido da embalagem.
13. Amarre as patas da frente às patas de trás desse danado e prenda-o firmemente à perna da mesa de jantar. Nas mãos, ponha luvas de couro. Do quintal, puxe a mangueira. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta, seguido de um pedaço de carne. Segurando firmemente a cabeça desse terror felino, mande-lhe meio litro de água goela abaixo, para que o comprimido desça.
14. Tome o que sobrou da cachaça. Peça à esposa que o leve ao pronto-socorro mais próximo. Agüente firme enquanto o médico lhe costura os dedos e o antebraço e retira os restos do comprimido de dentro do olho direito. Lembre-se: "homem não chora". A caminho de casa, use o celular para falar com as casas de móveis para se informar sobre o preço de uma nova mesa de jantar.
15. Peça à Liga de Proteção aos Animais que mandem um funcionário com urgência para recolher o raio desse bichinho mutante. Ligue para a loja dos animais e pergunte se eles têm tartaruguinhas para vender.
Postado por Matheus às 18:49 1 comentários
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Aprendendo com os leões
Por Eduardo Kato, biólogo e professor de Gestão Ambiental do INPG
De acordo com as observações de Norman Carr, guarda de caça no Parque Nacional de Kafue, norte da Rodésia (África), os leões formam grupos de 15 a 45 semelhantes de diversas idades. São liderados por um macho que se impõe vencendo seus companheiros pela luta.
O macho líder é responsável pela manutenção da estrutura do grupo e pela coordenação das ações de caça aos outros mamíferos de médio e grande porte (antílopes, búfalos, gnús, zebras, etc.). Quase sempre, a caça é o resultado de uma ação planejada e levada a efeito por um grupo de várias leoas e o leão líder.
Norman relata que por várias vezes observou um leão líder postar-se imóvel tendo o vento seguindo dela para um grupo de antílopes reunidos pastando na savana. Sua presença, notada pelos antílopes, tinha a função de distraí-los do cerco preparado por mais de uma dezena de leoas formando cuidadosamente um círculo e vindo pelo lado oposto, sem serem percebidas por causa da direção do vento. No momento certo o leão salta em direção aos antílopes que assustados correm desordenadamente em direção às leoas que freqüentemente conseguiam caçar até dois animais.
Norman conta ainda que as fêmeas grávidas têm seus filhotes (geralmente dois) cerca de três meses e meio depois de fertilizadas. Próximo do momento do parto, a fêmea procura uma fêmea que já não esteja em idade de ter filhos ou uma jovem solteira (freqüentemente uma filha sua já adulta) para ajudá-la no parto e nos primeiros meses após o nascimento da nova ninhada. A função da "madrinha", como chamam os massai (tribo de naturais que convive com os grupos de leões nas savanas africanas), é a de proteger a parturiente de ataques de animais (hienas, grandes aves de rapina e outros carnívoros) e ajudar a prover o grupo de alimento.
Nos primeiros três meses de vida os filhotes são mantidos escondidos em pequenas cavernas ou fendas de maciços rochosos. A mãe e a madrinha caçam em dupla para alimentar os filhotes. Sabe-se de casos em que as fêmeas chegam a carregar antílopes com até 150 kg por mais de 2 km para alimentar as crias.
Passado este período, os filhotes são apropriadamente "apresentados" para o grupo principal conduzidos pela mãe como que numa verdadeira "cerimônia de integração" dos novos membros. A não observância deste cuidado por parte da mãe, pode custa a vida dos pequenos, que são imediatamente devorados pelos machos do grupo.
Uma vez aceitos como "amigos e membros do grupo", passam a usufruir da dedicação e lealdade do grupo todo. Caso a fêmea mãe venha a morrer, outras fêmeas assumem automaticamente a função de "madrinhas" dos órfãos, passando a cuidar dos pequenos como se fossem seus próprios rebentos, protegendo-os, inclusive, do ataque de machos que freqüentemente irritam-se com a presença de jovens animais.
Postado por Matheus às 10:55 0 comentários
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